Projeto que cria espaços para atendimento exclusivo das mulheres nas delegacias começa a tramitar na AL

29 de de 2021

Trata-se do Projeto de Indicação n° 373/2021, que sugere a criação das "Salas das Margaridas".

Foto: Jose Leomar

Procuradora adjunta da Mulher no Legislativo, a deputada Érika Amorim (PSD) apresentou mais uma proposta no sentido de prestar assistência às mulheres cearenses. Começou a tramitar na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (29) o Projeto de Indicação (373/2021) que sugere a criação das "Salas das Margaridas", espaços especializados para o atendimento às mulheres vítimas de violência nas delegacias de polícia do Ceará.

“A mulher vítima de violência precisa de um olhar mais atencioso e mais humanizado quando busca um atendimento, pois carrega machucados internos, na sua alma. A Sala das Margaridas busca promover essa atenção pois são espaços reservados e privativos, onde será aplicado um questionário que avalia o grau de risco que a vítima está exposta”, explica a parlamentar, terceira secretária da Mesa Diretora da Assembleia. 

A proposta define que os atendimentos deverão ser feitos por profissionais capacitados, de preferência mulheres, composto de equipe multidisciplinar com psicóloga e/ou assistente social, a fim de fazer o acolhimento das vítimas, bem como os encaminhamentos à rede de apoio para atender as necessidades das vítimas, seja mulher, criança ou adolescente.

Érika Amorim explica que a escolha do nome se deu após experiência exitosa no Rio Grande do Sul. “Naquele Estado, o nome Margarida foi escolhido a partir da simbologia da flor, que é considerada uma das mais fortes da natureza”, defendeu, acrescentando que “a estratégia da criação desses espaços pode se tornar uma das principais políticas públicas da Polícia Civil no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher”.

DEFESA DA MULHER 

É de autoria da deputada Érika Amorim a proposta que virou a Lei nº 17.465, que garante a prioridade de atendimento às mulheres vítimas de violência nas unidades de saúde da rede pública e privada do Ceará, além de minimizar os agravos resultantes da violência.