Setembro amarelo: Érika Amorim mobiliza audiência pública sobre integração de redes de apoio em saúde mental

10 de de 2021

Na oportunidade, foram cobrados mais financiamentos para as redes de apoio em saúde mental.

Foto: Dário Gabriel

O 10 de setembro, Dia Mundial de Combate ao Suicídio, foi marcado por uma programação especial na Assembleia Legislativa. De autoria da deputada Érika Amorim (PSD), Presidente da Frente Parlamentar em defesa da Saúde Mental e Combate à Depressão e ao Suicídio, foi realizada audiência pública para debater o programa Vidas Preservadas, criado pelo Ministério Público do Estado em 2018.

Na oportunidade, foram cobrados mais financiamentos para as redes de apoio em saúde mental, assim como uma maior integração entre os diferentes setores que compõem essa rede. “Índices de depressão e suicídio continuam a crescer, principalmente após a pandemia de Covid-19, quando a saúde mental passou a se destacar nas discussões. Precisamos tornar mais céleres os mecanismos de apoio a essas pessoas, mostrando que há um suporte do poder público a quem elas podem recorrer”, disse.     

O promotor Hugo Frota Magalhães, do Ministério Público Estadual, informou que o Vidas Preservadas atua em três eixos: o de sensibilização e visibilidade sobre o tema, que vem sendo desenvolvido desde antes da instituição do programa, e está em constante ampliação; o de capacitação, que estimula a articulação de uma rede de apoio entre municípios, de forma que estes possam elaborar suas próprias redes de assistência, e de que estas dialoguem com a rede estadual; e mapeamento urbano, identificando lugares que favoreçam as ações individuais impulsionadas por transtornos psíquicos.

De acordo com ele, a saúde mental, e principalmente o suicídio e a depressão, precisam ser monitorados e, a e esses dados, precisa ser atribuído um orçamento que se converta em políticas públicas. A Assembleia Legislativa, segundo o promotor, pode colaborar muito no sentido de organizar e estruturar um ambiente institucional para estimular a elaboração e implantação de políticas com esse fim. 

Hugo Frota informou que 116 municípios cearenses já aderiram ao Vidas Preservadas e estão com seus planos de ação já consolidados ou em fase de elaboração.

Participaram ainda do debate o presidente da Comissão de Seguridade Social e Saúde, deputado Guilherme Landim (PDT); o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, deputado Renato Roseno (PSOL); a professora de Psicologia da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e especialista em Psicoterapia Psicanalítica, Alessandra Xavier; o coordenador de Saúde Mental da Secretaria Estadual de Saúde, Davi Queiroz; a Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, Ana Estela Leite; e Fábio Gomes de Matos, psiquiatra e coordenador do Programa de Apoio à Vida - Provida, da Universidade Federal do Ceará (UFC).

VIDAS PRESERVADAS

O Programa Vidas Preservadas é uma iniciativa do Ministério Público Estadual que tem como objetivo promover, com o apoio de parceiros, uma abordagem intersetorial da saúde mental, de modo a desenvolver o debate, a sensibilização e o fortalecimento de políticas públicas para a promoção da saúde do povo cearense. Mais de 4 mil pessoas já foram afetadas pelas ações do programa.

Com informações: Agência/Alece