AL aprova projeto que cria programa para crianças em acolhimentos e jovens em unidades socioeducativas

17 de Maio de 2021

Para a parlamentar, que é terceira secretária da Mesa Diretora do Poder, iniciativas como essa tendem a tirar as crianças e jovens da ociosidade.

Foto: Agência Alece

A Assembleia Legislativa aprovou, na sessão deliberativa remota da última quinta-feira (13), o Projeto de Indicação nº 263 de 2019, que dispõe sobre a instituição do Programa de Arte, Cultura, Esporte e Lazer para crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional e para jovens privados de liberdade. A proposta é de autoria da deputada Érika Amorim (PSD).

Para a parlamentar, que é terceira secretária da Mesa Diretora do Poder, “iniciativas como essa tendem a tirar as crianças e jovens da ociosidade, com a prática de esportes, artes, cultura e lazer nos acolhimentos institucionais e nas unidades socioeducativas”.

“Além disso, a formação cultural e social do ser humano é uma experiência que provoca o indivíduo a enxergar o mundo de uma maneira cada vez melhor e mais crítica. A arte promove ambientes acolhedores em relação à diversidade e às múltiplas ideias de convivência social", justifica a parlamentar.

Pesquisa mais recente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgada em 2018, concluiu que há, no Brasil, cerca de 22.640 jovens privados de liberdade, internados em um dos 461 estabelecimentos socioeducativos existentes no país, acusados de terem praticado algum ato infracional. Destes, 3.921 são internos provisórios, ou seja, 17% do total tiveram a liberdade privada sem uma sentença judicial definitiva.  

Érika Amorim considera “mais que necessário” que o poder público intensifique ações que garantam o desenvolvimento e a igualdade de oportunidade para as crianças e jovens que fazem parte destas estatísticas.

De acordo com o levantamento, o Ceará é a sexta unidade da federação com mais adolescentes internados, com 1.173. “É importante salientar que é preocupante o percentual de reincidência. Esta propositura vem como mais uma alternativa para a redução dessas estatísticas”, finaliza a parlamentar.